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domingo, dezembro 16, 2007

Invasões...à Francesa ! (2)

General Arthur Wellesley [1769-1852]



Quanto aos britânicos a sua grande mais valia relativamente aos franceses, foi um planeamento e preparação rigorosos, tirando partido do seu poder naval que lhes permitiu desembarcar tropas em locais adequados e com excelente condição física. Assim a Royal Navy podia acompanhar junto à costa as evoluções do seu exército, permanecendo em contacto, e permitindo o envio rápido de reforços sempre que necessário, aliado a uma logística bem organizada, exactamente o contrário do que sucedia com as forças de Junot.
Uma força expedicionária de 14 000 homens desembarcou a partir da esquadra britânica em Lavos perto da Figueira da Foz, e sob o comando do general Arthur Wellesley - um homem prudente e meticuloso - derrotou as tropas de Junot ,em dois confrontos decisivos na Roliça e no Vimeiro. O general britânico desdenhava tanto a importância como a capacidade das guerrilhas e das forças militares quer portuguesas quer espanholas, sem contudo perceber, que não fora a erosão provocada pelas populações do norte, e das beiras aos invasores, jamais poderia ter realizado o desembarque com a segurança, com que o fez. Porém apesar daquelas duas vitórias decisivas, os dois contendores assinaram um acordo extremamente favorável para as tropas gaulesas, denominado a Convenção de Sintra que constituiu um verdadeiro escândalo inclusive a nível internacional, tendo o governo em Londres chegado a abrir um inquérito; assim a Armada Britânica, comprometeu-se a efectuar o transporte até França de Junot, com o seu exército, e respectivos equipamentos, bem como do produto do saque praticamente intacto realizado em Portugal . A Junta do Porto fiel representante do poder nas áreas libertadas, protestou com veemência mas de nada valeu, Portugal estava reduzido à condição de um Protectorado Britânico.