A TROUXE-MOUXE

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segunda-feira, dezembro 03, 2018

Coletes Amarelos - A Explosão Há Muito Anunciada !



Em França o empobrecimento acelerado da classe média, que maioritariamente suporta através de impostos exponencialmente cada vez mais elevados, - em consequência das incontroladas despesas sociais do país, onde o modelo social democrata desde F. Mitterrand está falido  - levou a uma onda de indignação e revolta sem paralelo, tendo como causa próxima o aumento das taxas aplicadas aos combustíveis.
 
O argumento de E. Macron seguando o qual a referida taxa se destina à transição energética, por forma a suportar  um modelo menos poluente com recurso mais acentuado a energias renováveis cai por terra, quando se descobriu que só 10% do montante total gerado por aquelas receitas, se destina efetivamente ao objeticvo anunciado.
 
Emmanuel Macron é conhecedor das fragilidades da sociedade francesa, mas a sua missão reformadora declaradamente liberal - basta ler as suas propostas eleitorais - depara com um obstáculo intransponível : é que a França jamais foi e será um país de reformas, mas será sempre uma nação de revoluções, isso está inscrito no seu ADN.
 
Curiosamente este movimento de protesto está completamente fora da órbita dos sindicatos e dos partidos políticos e por isso mesmo a sua evolução é completamente imprevisível e faz temer o poder no Eliseu.
 
Mas será que só na França existem condições para tamanho protesto ? Não me parece !

sábado, setembro 29, 2018

Ambientes - Ilha de Porto Santo .






terça-feira, setembro 18, 2018

Transportes Públicos e ... Classe Política !

 
Na foto o ex-primeiro ministro britânico conservador David Cameron a viajar tranquilamente no Metro de Londres (Tube), o mesmo que costuma viajar para o Algarve com a esposa e filhos em voo de companhia low cost. 
 
Por cá os dirigentes políticos de esquerda, os tais sempre tão defensores (e palradores) do transporte público em detrimento do transporte individual, deslocam-se invariavelmente em viaturas de alta cilindrada com um sem número de motoristas, pagos pelo contribuinte como é hábito por aqui, mas não em outras latitudes mais a norte !
 
Então mas essas viaturas de alta cilindrada, que eles sempre utilizam  não emitem emissões poluentes ?
 
Não admira que o descrédito em realação à maior parte da nossa classe política seja total !

terça-feira, setembro 11, 2018

NATO (OTAN) - A Outra Contabilidade !


As constantes recriminações do atual residente da Casa Branca em relação aos seus parceiros da Aliança Atlântica acerca da respetiva contribuição financeira não tem tido a resposta adequada, antes um silêncio culposo de pecador assumido.

Porém o apoio financeiro americano, bem como de fornecedor de equipamento militar em regime de quase exclusividade não foi propriamente desinteressado, é que a contenção da ameaça soviética na europa era fundamental para a sua política de segurança;  por outro lado permitiu à sua indústria de defesa desenvolver-se unicamente em competição interna - com as suas congéneres europeias em regime de total subalternidade - garantido empregos qualificados, apoio estatal ilimitado e assim catapultar-se como grande exportadora mundial.

Nenhum aliado europeu teve a frontalidade de dizer isto a Washington e o nosso ministro da tutela seria o último a fazê-lo, ou a evocar a cedência a custo simbólico da base das Lajes, tal é a sua irrelevância política eternamente enredado no labirinto do "Mistério de Tancos".

A contribuição orçamental da Bélgica e da Espanha para a defesa não chega sequer a 1% do respetivo P.I.B, com a Itália e a República Checa à volta de 1,1% e ainda assim Portugal com 1,36% consegue até estar acima da Dinamarca; sabendo-se que a maioria destes países possui um nível de vida muito superior ao nosso, é completamente patética a postura do governo de aceitação imediata e sem pestanejar da imposição de Washington.

Os europeus impelidos a uma maior contribuição financeira vão passar a adquirir equipamento produzido nas suas próprias indústrias de defesa, mas a autonomia da europa em matéria de defesa não pode ser feita única e exclusivamente em benefício exclusivo de Paris e Berlim ignorando por completo os restantes membros da U.E.

Dentro ou fora da União Europeia, o papel do Reino Unido na defesa do velho continente é absolutamente insubstituível, pelo que qualquer futuro projeto nesta área deve acomodar esta evidência e Portugal como seu velho aliado devia pugnar por isso, haja por cá quem o saiba fazer !

domingo, julho 15, 2018

"My October Symphony" , Pet Shop Boys !



Do álbum "Behavour" [1990] é uma música absolutamente sublime e por sua vez a letra é uma crítica mordaz com requinte britânico à chamada Revolução de Outubro de 1917 e o seu produto final - a União Soviética ; não foi por acaso é que o Muro de Berlim foi derrubado um ano antes da edição deste disco.

(...) How October's let us down / Then and now (...) .

Poderá escutar em:

https://www.youtube.com/watch?v=JVBhspErbms&spfreload=1


So much confusion
When autumn comes around
What to do about October
How to smile behind a frown?
It's hard to settle down

It's so bemusing
Will they cancel the parade?
We marched each October
Now they say we were never even saved
We must be very brave

Shall I rewrite or revise
My October symphony?
Or as an indication
Change the dedication
From revolution to revelation?

So we're all drinking
As leaves fall to the ground
Because we've been thinking
How October's let us down
Then and now

Shall we remember
December instead?
Or worry about February?
Mourn our war-torn dead
Never seeing red?

Shall I rewrite or revise
My October symphony?
Or as an indication
Change the dedication
From revolution to revelation?

sábado, julho 14, 2018

"Fundo da Gaveta" , Vasco Pulido Valente .


Cada livro de Vasco Pulido Valente é sempre um acontecimento e neste caso tive a grata oportunidade de assistir à sua apresentação e valeu mesmo a pena !
 
Trata-se de um ensaio brilhante da vida portuguesa entre 1823 e 1870 (monarquia constitucional portuguesa), ao qual o autor deu o sub-título " Contra-Revolução e Radicalismo no Portugal Moderno" .
 
O autor demonstra a tentativa falhada de modernização do país, que não conseguiu reformar o Estado, fazer a economia crescer bem como educar a sociedade e que fatalmente desembocou na revolução republicana de 1910 .

quinta-feira, junho 21, 2018

Quando o Caos Vem de Cima !


No passado, a anarquia, a desordem e o caos associados eram invariavelmente provenientes dos mais desfavorecidos social e economicamente, porém atualmente é exatamente no topo das estruturas públicas - e não só - a origem mais que evidente da contínua desorganização, que varre transversalmente e quase por completo a órbita do setor estatal.

Os exemplos abundam, desde a sistemática decapitação do comando da estrutura de proteção civil paralisando-a na prática por completo, passando pela saúde pública, onde hoje só uma figura mediática pode ter a garantia de atendimento adequado e em tempo aceitável.

A opção governamental de privilegiar a contratação de funcionários públicos, em detrimento de atualizações salariais dos existentes, traduzir-se-á por gente a mais no Estado com salários degradados e inevitavelmente baixa produtividade, o oposto da qualidade nos serviços, das boas práticas europeias e até de alguma retórica oficial.

Na administração, a informatização conjugada com uma reestruturação racional, permitiria levar a uma redução de pessoal comparativamente com o passado recente, implicando maior qualificação, mas a tutela nega o mais que óbvio.

O planeamento de recursos humanos através de indicadores de gestão e um quadro de dirigentes escolhidos por mérito através de concurso são duas condições incontornáveis a observar; a primeira está completamente ausente decorrente de inobservância da segunda, quando temos em quantidade apreciável, chefias nomeadas por afinidade partidária, seguidismo, ou pior, sem formação adequada à função, limitando-se desta forma ao papel de meros capatazes de ocasião.

O resultado é um monumental desperdício de recursos - ineficiências de toda a ordem – com decisões tomadas por critérios de “palpitismo”, ou outros sem um átomo de racionalidade.

Como sói dizer-se nas academias militares: não há maus soldados, mas tão só maus oficiais!

Post Scriptum : Há poucos dias o Observatório Português dos Sistemas de Saúde revelou que o país desconhece os profissionais de saúde que estão efetivamenter a trabalhar, o que invalida qualquer política de proridades de recursos humanos, trata-se de uma situação absolutamente inadmíssivel.