A TROUXE-MOUXE

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Localização: Portugal

sexta-feira, janeiro 25, 2013

Aposentados Precoces.

Hoje em Portugal o clamor de alguns aposentados de luxo, é bem revelador do estatuto de casta privilegiada, que a si próprios se atribuiem. Acontece porém, que muitos destes deixaram a vida ativa entre os 40 e 50 e tal anos de idade, fruto de benesses principescas, só dignas de emíres árabes, ou seja sem paralelo no restante continente europeu.
Os setores de atividade onde tais práticas de atribuição de reformas precoces têm ocorido, situam-se na banca, forças armadas e sobretudo pelos titulares de cargos políticos. Recentemente os jornais noticiavam o caso de uma autarca ter solicitado a reforma antes dos 50 anos e todos sabemos, que as duas personalidades mais importantes do Estado português [Presidente da República e do Parlamento*], apesar disso mesmo usufruem de pensões de reforma, o que é um facto absolutamente insólito.
Isto tudo é claro, acaba por ser suportado pelos trabalhadores no ativo, que para além dos cortes nos seus salários são ainda obrigados a financiar pensões extravagantes de muitos “Lordes de ocasião”.
Quem foi reformado precocemente sendo saudável, deverá ser penalizado em termos fiscais, relativamente aos demais cidadãos com percurso contributivo normal; isto seria um ato da mais elementar justiça.

* A senhora em questão, de acordo com um semanário aposentou-se com 42 anos de idade! Será que é um recorde digno do Guinness World of Records?
[Texto publicado no Jornal Diário de Notícias de 21-01-2013]

terça-feira, janeiro 22, 2013

Redução Drástica do Contingente dos E.U.A nas Lajes.

A atual presença do contingente norte-americano da U.S. Air Force (65th Air Force Wing) na Base Aérea n.º 4 nas Lajes (Açores) irá sofrer uma redução no ano de 2014 em mais de 400 militares e respetivos 500 familiares. Esta situação causou forte apreensão na ilha Terceira, onde se situa a base, uma vez que a presença dos militares norte-americanos tem uma contribuição muito positiva para a economia local. Os governos de ambos os países estudam um plano de investimentos, por forma a minimizar a perda de empregos da população local a trabalhar na base, que tal medida inevitavelmente irá causar.

Convirá recordar que a origem desta base, bem como da aviação nos Açores prende-se com a eclosão da 2.ª Guerra Mundial e o valor estratégico deste arquipélago situado  entre o continente europeu e o continente americano, nomeadamente como base de apoio à luta anti-submarina. Em 1941 o governo português apesar de remetido a uma neutralidade formal, receava uma tentativa de invasão e decidiu   enviar um contingente militar para as ilhas, tendo implantado uma pista de aviação nas Lajes. Por sua vez o governo  de Londres em 1943 invocando o Tratado de Aliança Luso-Britânico (datado de 1373)  solicitou a utilização da Base das Lajes pela Royal Air Force bem como outras facilidades portuárias noutras ilhas do arquipélago. Em Outubro desse ano os britânicos obtiveram permissão para desembarcarem no porto de Angra do Heroísmo e de imediato procederam à construção de uma pista com pavimento de chapa metálica com 2000 m de extensão. Os Estados Unidos ainda em 1943 também desejaram utilizar a base, mas a anuência do governo de Lisboa a tal pedido, só foi desbloqueada em Janeiro de 1944 e sob o pretexto de assistência ao contingente britânico. No verão de 1946 os britânicos retiraram da base e a presença norte-americana manteve-se até aos dias de hoje, sendo esta bem aceite pelos açorianos, que sempre olharam para a nação norte-americana como destino de emigração.

Janeiro de 1944 - Um blindado Morris LRC Mk II da Royal Air Force  junto a um agricultor da ilha Terceira, em missão de proteção ao aeródromo.

Hoje a B.A.4 é compartilhada entre a Força Aérea Americana com a missão principal de apoio aos seus aviões em trânsito e a Força Aérea Portuguesa em missões de soberania e de busca e salvamento no Atlântico, bem como de apoio às populações das ilhas do arquipélago.

sábado, janeiro 12, 2013

Ambientes - Palácio da Pena em Sintra


Na foto em primeiro plano um avião biplano D.H. 82A Tiger Moth sobrevoa o Palácio da Pena em Sintra. Este aparelho que fazia parte do espólio do Museu do Ar, foi destruído num acidente em 2004, tendo falecido o piloto e o outro tripulante sofreu ferimentos graves. Interrogo-me sobre se valerá a pena, restaurar estas peças museológicas da aeronáutica para condições de voo com os inerentes riscos, ou se pelo contrário será preferível limitarmo-nos a uma simples intervenção para exposição estática.